Gestão

Como contratar da maneira certa: guia completo com os 16 passos de RH

Como contratar da maneira certa? Aprenda a montar um time de alta performance e evitar prejuízos com contratações erradas

Por Redação Space Edu — São Paulo

Última atualização – 02/04/2025 às 17:18

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Você já contratou alguém com pressa, só para descobrir semanas depois que a escolha foi um erro? Já se viu em ciclos repetitivos de contratação e demissão, sentindo que nunca consegue formar um time estável? Muitos empresários vivem exatamente esse desafio.

A contratação de um novo colaborador é um dos momentos mais estratégicos da gestão. No entanto, quando feita de forma precipitada ou sem método, ela se torna uma fonte de frustração, gastos desnecessários e perda de energia. A boa notícia é que existe uma forma estruturada de fazer isso dar certo.

Neste artigo, você vai conhecer os 16 passos do RH para contratar da maneira certa, baseados em práticas que funcionam em empresas reais. Um guia completo que mostra como transformar cada contratação em uma decisão consciente e alinhada com o crescimento do seu negócio.

 

O que significa montar um time de alta performance

O primeiro conceito que você e seus líderes devem conhecer é o de TIME – Toda Iniciativa é Melhor em Equipe. Isso reforça que nenhum crescimento sólido acontece de forma solitária. Empreender é, acima de tudo, liderar pessoas.

Uma equipe bem selecionada entrega resultados com constância, busca melhoria contínua e está alinhada com os valores da empresa. Esse é o alicerce para negócios que escalam com sustentabilidade.

O erro comum: contratar por impulso e urgência

O empresário que age no desespero – “preciso de alguém agora” – acaba contratando a pessoa errada. O resultado? Desgaste emocional, retrabalho, queda na produtividade e uma empresa sempre “apagando incêndios”.

Os 16 passos de RH para contratar da maneira certa

Passo 1 – Oferta de vaga com comunicação estratégica

Descreva a vaga com clareza e atratividade, usando os canais certos. Uma boa vaga atrai bons profissionais. A linguagem deve refletir a cultura e os valores da empresa.

Passo 2 – Análise de currículos e portfólios

Não pule essa etapa. Avalie não apenas formação e experiência, mas também consistência de carreira e compatibilidade com a função.

Passo 3 – Seleção de perfis com alinhamento de cargo

Escolha perfis que se encaixem com as exigências da vaga. Evite generalizações e mantenha o foco no fit técnico.

Passo 4 – Code Call: a entrevista virtual estratégica

Uma videochamada simples no Zoom ou Google Meet já revela muito: postura, comunicação, apresentação pessoal. É uma triagem eficiente.

Passo 5 – Entrevista presencial com validação de FIT

  • Fit com o cargo

Aqui se verifica se o candidato realmente domina o que será exigido no dia a dia.

  • Fit com a cultura da empresa

Avalie se o colaborador compartilha os valores da empresa. Alinhe propósito, progresso, propriedade e admiração.

Passo 6 – Apresentação dos valores da empresa

Deixe claro quais são os valores que guiam a empresa. Alinhar isso desde o início, evita frustrações futuras.

Passo 7 – Application: teste prático de habilidades

Pequenas tarefas práticas avaliam como o candidato pensa e executa. Preferencialmente algo que simule um desafio real do cargo.




Passo 8 – Análise de perfil comportamental (CEPA)

Ao analisar o perfil do candidato, utilize a CEPA para fazer definições. O termo é um acrônimo de Comunicador, Executor, Planejador e Analítico. Identifique o perfil ideal para cada área:

  • Vendas: Comunicador + Executor

  • Financeiro: Planejador + Analítico

Passo 9 – Checagem de histórico profissional

Investigue as experiências anteriores e veja se há coerência. Converse com antigos gestores se possível.

Passo 10 – Contratação em estágio probatório

Adote um período inicial de teste: 30, 60 ou 90 dias. Isso dá tempo para validar se a escolha foi acertada.

Passo 11 – Onboarding estruturado (Hora 1 e Dia 1)

  • Cultura organizacional

Explique a visão, os valores e a missão da empresa.

  • Produtos e serviços da empresa

Todo colaborador precisa saber o que a empresa vende – isso é essencial, mesmo fora da área de vendas.

  • Rotina de trabalho e ferramentas

Explique responsabilidades, ferramentas e fluxos de trabalho. Isso evita insegurança e acelera a adaptação.

Passo 12 – Socialização dentro da empresa

A nova pessoa precisa ser integrada. Estimule conversas, almoços e reuniões com o time.

Passo 13 – Treinamento prático e aplicação no dia a dia

Ensine como as atividades devem ser feitas. Não suponha que o novo colaborador “vá entender sozinho”.

Passo 14 – Avaliação dos primeiros 30 dias

Revise metas, comportamento e entrega. Ofereça feedback honesto.

Passo 15 – Efetivação e plano de desenvolvimento

Se tudo correr bem, efetive com um plano claro de crescimento.

Passo 16 – Retenção, promoção contínua e demissão consciente

Invista no crescimento contínuo, mas esteja preparado para desligar quando necessário.

 

Retenção inteligente (DAR)

D de Dinheiro

Pague um salário justo. Ninguém compra pão com propósito.

A de Ambiente

Crie um ambiente saudável, com segurança psicológica e incentivo à evolução.

R de Reconhecimento

Reconheça publicamente o bom desempenho. Um “parabéns” sincero vale ouro.

Quando demitir? O teste da pergunta libertadora

Âncoras, estacionamentos e balões de hélio

Pergunte a si mesmo: “Se eu pudesse voltar no tempo, contrataria essa pessoa de novo?”. Se a resposta for “não”, talvez esteja mantendo alguém que está puxando sua empresa para baixo.

Demita as âncoras, estimule os estacionamentos e valorize os balões de hélio.

 

Contratar da maneira certa é investir no futuro da sua empresa

Seguir os 16 passos apresentados aqui não é uma burocracia a mais, é a diferença entre ter um time engajado ou viver apagando incêndios. Quando você contrata com método, cria um ecossistema de crescimento contínuo, com menos rotatividade, mais produtividade e maior lucro.

Contratar errado custa caro. O colaborador que não entrega consome tempo, energia, compromete metas e drena recursos. É um investimento que simplesmente não traz retorno. Pior ainda: ele trava a execução de estratégias importantes, atrasa entregas e contamina a cultura da empresa.

Portanto, a próxima vez que você for contratar, não confie no instinto ou na urgência. Confie no processo.

 

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